quinta-feira, 17 de junho de 2010


Oh!Que horizonte belo

De se refletir

Outro dia me disseram

Que o amor nasceu aqui

Saio detrás do sol

Com um jeito de guri

Tanto o novo como o leve

O amor nasceu aqui

Ponta d’Areia, Olho d’Agua e Araçagi

Mesmo estando na raposa

Eu sempre vou ouvir

A natureza me falando

Que o amor nasceu aqui

Oh que ilha inexata

Quando toca o coração

Eu te toco

E tu me tocas

Cá nas cordas do violão

E se um dia eu for embora

Pra bem longe desse chão

Eu jamais te esquecerei

São Luís do Maranhão


Poema: Canção sem rima para ilha/Poeta Maranhense, Carlos Cunha.


Poema: Sou velha e moça ao mesmo tempo,

pois nasci ontem e continuo hoje tão bela como uma estrela.

Fui descoberta por portugueses,

Franceses dominaram meu coração

E hoje pertenço integralmente a brasileiros.

Canhões antigos cantam hinos de glória nas minhas praias mescladas de cinza e azul.

As minhas igrejas entoam hosanas seculares

E dos meus musgos escorrem aleluias de um passado que será perpétuo

E que será perene.

Ainda há nas minhas ruas a musicalidade dos bondes, arrastados por burricos

Sonolentos e tardos.

Nas noites de lua cheia passeiam lendas pelas minhas calçadas,

Subindo e descendo as minhas ladeiras.

Eu sou o passado em harmonia com o presente.

Eu sou a tradição em luta com os costumes modernos.

Eu sou o país dos azulejos, a catedral dos vitrais, a cidade dos sonhos, o reinado da poesia.

Eu me chamo São Luis.

Um comentário:

  1. que bom voltar ao teu blog, que bom ler voce.
    Saudades de São Luiz, fazem 11 anos desde a última vez que passei por aí....está na hora de voltar.
    tenha um feliz final de semana.
    Maurizio

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